A candidíase bucal é uma das infecções mucocutâneas mais comuns entre as pessoas. Mas como a via oral é importante para o sistema alimentar, qualquer problema com ela pode comprometer facilmente o nosso bem estar.

Popularmente chamado de sapinho, esse problema na mucosa bucal nem sempre é simples. Já que pode afetar as pessoas com sintomas e gravidades diferentes.

Mas existe um grupo de pessoas mais propensas, com fatores de risco que frequentemente são mais relacionados a candidíase na boca. Esses casos, muitas vezes, estão longe de serem simples sapinhos, podendo transformar a boca em um verdadeiro brejo.

A candidíase bucal pode indicar ainda outros problemas de saúde que a acompanham. E eles devem ser tratados juntos, para assim se alcançar a cura definitiva.

Por isso veremos nesse artigo alguns assuntos reunidos que deverão esclarecer melhor sobre a infecção na boca. Apresentaremos alguns fatores de risco para a candidíase, dicas importantes para o tratamento natural e para a prevenção também.

Acompanhe!

 

O Que é A Candidíase Bucal?

A candidíase bucal, também conhecida como candidose ou monilíase, é a infecção por fungos quando atingem qualquer área mucosa da boca. Um ambiente naturalmente propicio para o crescimento e desenvolvimento desses microrganismos.

Geralmente o causador é a Candida albicans, já que essa é a levedura do fungos mais encontrada na boca. Mas ela só causa a doença quando algo no organismo não está bem.

Como a Candida é oportunista, ela se aproveita rapidamente de brechas na saúde para crescer no corpo sem controle. E quando se vê sem a competição natural de outros microrganismos, pode tornar-se dominante.

Dessa forma, a Candida pode se tornar patogênica e infecciosa, podendo também se espalhar para outras áreas do corpo.

Ao conhecermos como se pega a candidíase, percebemos que ela ocorre quando existe um ambiente apropriado e sem qualquer impedimento do organismo.

Esse advento é possível somente na queda do sistema imunológico, que por vezes é tão comum na vida das pessoas.

No entanto, existem alguns gatilhos que também podem desencadear a infecção. Eles são considerados fatores de risco para o problema, já que motivam a Candida a crescer.

 

Os Fatores de Risco Para A Candidíase Bucal

mulher mostrando o sapinho na bocaLonge de ser algo normal, a candidíase bucal surge por brechas de saúde somados a motivadores do crescimento do fungo pelo corpo. Esses fatores de risco são frequentemente atrelado a outras doenças também.

Os principais motivadores do crescimento da candidíase na boca são:

  • Imunidade fraca – A candidíase oral tem um publico bem demarcado, surgindo mais em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido. Esse é o caso dos bebês de colo, pessoas de idade, pacientes de câncer, HIV e recém transplantados.
  • Diabetes – Pessoas com a diabetes descontrolada estão no hall de principais enfermos da candidíase na boca. Pois a saliva do diabético pode concentrar muito açúcar, o principal alimento da Candida.
  • Outras Candidíases – Caso seu corpo já tenha um infecção, pode afetar qualquer outra área do corpo. E a candidíase vaginal, por exemplo, é apenas um ponto da infecção, podendo ser transmitida ao bebe pelo parto normal ou então ser contraída pelo ato sexual, beijo e assim por diante.
  • Medicações e Outras Drogas – Os inaladores de corticoides e antibióticos são medicamentos que podem matar bactérias responsáveis por controlar a Candida. Mas o álcool, tabagismos e abuso de outras drogas também podem suprimir o sistema imunológico.
  • Saúde Bucal – O uso de dentaduras mal higienizadas, quando elas machucam a boca com obturações e feridas, são condições que motivam os fungos. Assim como a boca seca da xerostomia e tantos outros problemas de desordem na boca enfrentados principalmente por idosos.
  • Alimentação – A má nutrição, o excesso de alimentos processados ricos em açúcar, carboidratos e de baixo valor nutricional abrem brechas para fungos. Principalmente a alimentação pobre em ferro, vitamina B12 e acido fólico.

Esses são claramente assuntos a serem questionados pelo médico no consultório. Pois quando ele reúne sinais e sintomas suficientes, consegue sem dificuldades diagnosticar a candidíase, sua gravidade e soluções.

 

Quais São os Sintomas e Diagnóstico?

Nos estágios inicias os sintomas da candidíase não são perceptivos a partir de qualquer sinal. Mas quando as hifas da Candida amadurecem na região oral, elas podem penetrar a mucosa e trazer infecções com sinais como:

  • Placas bancas ou amareladas na bochecha, língua e gengiva
  • Sangramento ao raspar as placas aderidas na mucosa
  • Secura e rachaduras nos cantos da boca
  • Criação de saburra lingual incomum
  • Dor na boca e irritação
  • Dificuldade de engolir
  • Vermelhidão e irritação
  • Perda de paladar

As crianças de colo podem não apresentar sinais mais evidentes do que manchas brancas na boca. Mas normalmente apresentam dificuldade de se alimentar, ficam agitadas ou irritadas.

Nas pessoas de idade com dentadura é muito comum a vermelhidão e sensibilidade da gengiva, principalmente na região das próteses dentárias.

O diagnóstico médico acontece na maioria das vezes apenas ao visualizar esses sintomas típicos. Mas em alguns casos pode requerer uma biopsia após a raspagem da boca para confirmar o agente causador em laboratório por microscópio.

Caso haja suspeita da esofagite decorrente da candidíase na boca, o médico pode ainda pedir uma endoscopia e coleta de amostras para exame. No entanto esse procedimento é menos comum em indivíduos com as condições de saúde normal.

 

Como Se Pega A Candidíase Na Boca?

bebê brincando com cachorroA boca pode ser acometida pela candidíase em varias regiões, incluindo a garganta, gengiva, bochechas e céu da boca. Mas independente dos adventos da infecção dentro do corpo, existe ainda o perigo do contágio para outras pessoas.

Portanto, o sapinho pode ser facilmente transmissível pela saliva através do beijo. E de forma semelhante, pode ser contraído pelo sexo oral caso o receptor esteja com o sistema imunológico enfraquecido.

O uso de dentaduras mal higienizadas ou machucados não tratados na boca também são grandes focos de transmissão. E esse caso é comum em idosos que não conseguem manter a capacidade de se higienizar corretamente.

A transmissão pode ainda acorrer por outros objetos mal higienizados usados por pessoas com candidíase bucal, como os talheres e copos. Mas as chupetas, mamadeiras, brinquedos e a própria mão do bebê podem também transmitir a Candida.

Frequentemente as gestantes com candidíase na gravidez também transmitem a infecção para os bebes pelo parto normal. E junto a infecção na pele, a candidíase na boca é o local mais comum dessa infecção nos recém nascidos.

A boca é o inicio do sistema gastrointestinal e raras vezes pode afetar a extensão do canal oral, causando a candidíase orofaríngea. Condição em que ocorre a candidíase esofágica ao mesmo tempo que a infecção está na boca.

Muitas vezes quando essas infecções estão juntas, a especie da Candida identificada não é a mesma. Significando que não houve transmissão, no entanto, uma infecção pode apontar condição para o surgimento da outra.

Esses casos são mais comuns em pacientes com doenças imunossupressores como a HIV/AIDS e pode simbolizar problemas de candidemias graves.

Além disso, esse ultimo caso é também mais relatado em pacientes que passam por quimioterapia ou radioterapia na região do cranio e pescoço.

 

As Complicações da Candidíase Bucal

Existe realmente um público que é mais propenso a infecções por fungos na boca como explicado. Isso envolve pessoas com o organismo fragilizado por alguns motivos naturais ou não, como foram aqui apontados.

Existe também um público inteiro de pessoas intolerantes a fungos por motivações genéticas. Essa situação ocorre de forma semelhante ao que vemos em pessoas alérgicas ou então naqueles que não se dão bem com certos medicamentos.

Alguns desses casos são mais complicados, pois esse público não se cura com tanta efetividade utilizando os remédios convencionais, então recorrem às receitas naturais tão conhecidas pela medicina alternativa.

No entanto, a candidíase pode significar um risco maior para as pessoas com doenças autoimunes. Por isso os planos de tratamentos delas precisam ser diferenciados daqueles praticados com métodos convencionais ou alternativos.

Os riscos de candidemias graves são um assunto sério que precisa de supervisão médica. Muitas vezes com posologia diferenciada para cada fase do tratamento, resultando uma cura mais demorada que a convencional.

A candidíase invasiva é o maior dos riscos, pois pode se iniciar à partir da infecção oral, passar para a corrente sanguínea e atingir as válvulas do coração ou até mesmo o cérebro e outros órgãos vitais do corpo.

O tratamento desses casos é estritamente individual e feito com o conhecimento médico sob o organismo do paciente, impedindo assim qualquer tratamento por conta própria. Portanto, mesmo os remédios naturais precisam da avaliação do profissional de saúde.

Apesar das dicas de tratamentos para a candidíase bucal que falaremos agora serem de uso livre, os enfermos em caso de risco devem utilizar esses meios apenas com autorização médica.

 

Como Tratar A Candidíase na Boca com Remédios Caseiros?

A primeira linha de tratamento para a candidíase bucal está nos remédios da industria. Geralmente eles são feitos pelo enxágue bucal ou em forma de cremes e pomadas de uso tópico.

Mas saiba que as receitas caseiras utilizadas no tratamento para candidíase oral podem ser a solução definitiva do problema.

Para não dizer que elas funcionam de forma similar e por vezes melhores do que muitos remédios sintéticos.

Os remédios caseiros para candidíase bucal que mais se destacam são:

  • Bicarbonato de sódio
  • Óleo de côco
  • Vinagre de maça
  • Própolis vermelho
  • Violeta de Genciana

Mas existem outras medidas naturais que resultam num tratamento completo e alternativo. Eles contem antifúngicos, prebióticos, probióticos, desintoxicantes e anti-inflamatórios que podem ser consumidos através de uma alimentação direcionada.

A comida é o melhor remédio para a candidíase na opinião de muitos infectologistas e especialistas. Já que através dela é possível restaurarmos nossa natureza microbiana, aumentar a imunidade e banir a patogenicidade do fungo de todo o organismo.

Essa medida é realmente formidável para pessoas obesas que sofrem de diabete ao mesmo tempo que tem a candidíase na boca. E de fato é uma forma de curar a candidíase recorrente e encerrar todo o ciclo de reinfecção.

 

O Que Fazer Para Prevenir a Candidíase Na Boca

A resposta mais simples e direta para se prevenir contra a candidíase bucal é que você esteja realmente com o sistema imunológico sempre em dia. Isso para muitos pode requerer algumas mudanças de hábitos.

Caso você se perceba como alguém suscetivo a esses fungos, aderir a novos hábitos de consumo, fazer atividades físicas e buscar atividades que diminuam o convívio com estresse pode ser tudo o que você mais precisa.

Então siga essas dicas para se prevenir da candidíase bucal:

  • Diminua a ingestão de alimentos processados e doces
  • Acrescente mais probióticos e antifúngicos no cardápio
  • Busque se livrar de tártaros fazendo a profilaxia
  • Faça escovação dentaria até 30 minutos após a alimentação
  • Não utilize antisséptico bucal pois podem eliminar bactérias boas
  • Controle sempre a diabetes e outros problemas subjacentes de saúde
  • sempre higienize a boca e os inaladores de corticoides
  • Caso seja fumante, aqui há outro motivo para parar de fumar
  • Não esqueça de utilizar o fio dental

Certamente a candidíase pode ter motivadores emocionais também, uma vez que o sistema imunológico está ligado diretamente a saúde da mente.

mulher mordendo uma maçaIsso significa que uma vida equilibrada com boas doses de prazer faz muita diferença. Pois por reflexo do estresse e outros fatores, podemos influencia a química do nosso organismo com todos os microrganismos que nos habitam.

Chegamos ao final do nosso artigo, você gostou?

Então não deixe de compartilhar e comentar a sua experiencia com a candidíase bucal. Isso pode contribuir muito com outras pessoas que também enfrentam o mesmo problema.