A candidíase esofágica é a infecção mais comum entre todas as esofagites e ocorre 88% das vezes por causa do fungo da espécie Candida albicans. Ela pode ser dolorosa e caso não seja tratada adequadamente pode se tornar grave.

O nosso esôfago é o tubo que faz ligação entre a boca, garganta e o estomago. Apesar de qualquer pessoa poder ter infecção fúngica nessa região, ela é mais comum em pessoas com problemas no sistema imunológico.

São muitas causas e sintomas diferentes que precisam de atenção para essa infecção, que pode ser o gatilho para uma candidemia grave. Pois a monilíase esofágica tem potencial de se espalhar pela corrente sanguínea, causando assim problemas maiores.

Nesse artigo, vamos conhecer de forma mais ampla essa condição de saúde. Assim como seus sintomas, causas, fatores de risco, o tratamento padrão e também uma alternativa natural para auxiliar do contra o problema.

 

O Que é A Candidíase Esofágica?

figura do esôfagoA candidíase no esôfago, também conhecida como monilíase esofágica, é a infecção causada pelos fungos da Candida em sua forma patogênica quando ficam aderidos nas paredes da mucosa que compõem o canal do esôfago.

Existem mais de 15 espécies da família Candida que vivem em nosso organismo e podem se tornar patogênicas. Mas isso só ocorre quando brechas no sistema imunológico permitem o crescimento das colonias acima do tolerável.

Essa é também a causa comum da candidíase oral, que diferente do que se possa pensar, não tem ligação imediata com a candidíase esofágica. Apesar dela poder ser um fator predisponente para o desenvolvimento de qualquer outro tipo de candidíase.

A doença é retratada de forma mais comum entre pacientes com doenças imunossupressoras como a AIDS. Surgindo frequentemente também em pacientes fazendo radioterapia no cranio e pescoço em tratamentos de Câncer.

Em estudos feitos (estudo 1 e estudo 2) com população sem fatores de risco, a prevalência da candidíase no esôfago tem ficado abaixo dos 1%. Enquanto os pacientes com HIV foram os mais numerosos, se mantendo como 25,3% do público afetado.

Até o momento o Brasil não apresenta publicações de estudos epidemiológicos sobre a monilíase no esôfago.

Segundo os relatos médicos, esse tipo de monilíase na mucosa surge nos indivíduos predispostos a doença base com redução da resistência local ao crescimento excessivo da sua própria microbiota.

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O Que Causa A Monilíase Esofágica?

paciente sendo no consultórioA candidíase esofágica ocorre pelo prejuízo da imunidade celular na camada epitelial, permitindo sua colonização pelo fungo. De longe, o maior fator de risco está no potencial do fungo se ocultar do sistema imune em desequilíbrio.

Uma das principais causas desse desequilíbrio são as doenças endócrinas como Diabetes do tipo 2, que oferece grande risco quando a saliva apresenta altos níveis de açúcar e hipotireoidismo.

De acordo com as estatísticas, 20% de todas as pessoas com Câncer desenvolvem essa condição. Sendo ela junto ao HIV os maiores causadores desse problema de saúde.

Mas existem ainda outras causas possíveis da candidíase no esôfago que são:

  • Uso de antibiótico prolongado (superior a 15 dias).
  • Uso de supressores de produção de ácidos gástricos.
  • Vagotomia prévia.
  • Anormalidades do esôfago como o megaesôfago avançado.
  • Uso de corticosteroides sistêmicos ou inalados para asma.
  • Idade avançada e má higiene de dentaduras.
  • Tabagismo.
  • Desnutrição.
  • Alcoolismo.

O problema também se apresenta comum em pessoas que apresentam doenças que afetam as glândulas salivares. Esse é o caso da doença de Hodgkins, mal de Parkinsons e síndrome de Sjögren, assim como a própria radioterapia no tratamento do Câncer.

É importante notar que a monilíase é um tipo de manifestação fúngica que pode ocorrer em pessoas com predisposição genética. Isso significa que o problema pode ser motivado pela hipersensibilidade a fungos, semelhante ao que ocorre com bactérias e vírus.

Quais as Complicações

As complicações da candidíase esofágica são maiores entre pacientes de risco, que são aqueles com doenças no sistema imunológico. E essas complicações vão além da dificuldade de engolir e se alimentar.

É muito importante o acompanhamento médico nessas condições, já que a infecção pode se espalhar de forma rápida e causar candidemias graves.

Nessa situação, a infecção pode se espalhar pelo corpo em regiões como:

  • Pulmões.
  • Rins.
  • Válvulas do coração.
  • Intestino.

Esse tipo de infecção pelos fungos da Candida pode ser considerada grave no sistema imunológico enfraquecido. O tratamento pode ser dificultoso, o que requer a busca de alternativas diferentes até encontrar a cura definitiva.

 

Quais São os Sintomas da Candidíase no Esôfago?

O esôfago é um condutor de músculos controlado por movimentos involuntários para levar os alimentos até o estomago. Ele que dá a continuidade ao trabalho da faringe e representa nossa capacidade de se alimentar.

Esse claramente é um ponto critico do nosso corpo, que quando afetado, pode apresentar os mais duros entre os sintomas da candidíase conhecidos. Em casos mais drásticos, causando problemas para a própria alimentação.

Os sintomas mais comuns da esofagite por Candida são:

  • Lesões brancas ou amareladas na região do esôfago.
  • Sangramento das lesões brancas quando raspadas.
  • Dor, desconforto e dificuldade ao engolir.
  • Dores na região do tórax.
  • Náuseas e vômitos.
  • Refluxo com gosto acido na boca.
  • Secura na boca.
  • Perda de peso.

A candidíase esofágica não significa um reflexo da candidíase na boca, mas tem o potencial de espalhar para a via oral e apresentar outros sintomas incluindo:

  • Saburra lingual branca.
  • Acumulo de placas brancas na parte interna das bochechas.
  • Lesões brancas no céu da boca, amigdalar e gengiva.
  • Mudança de paladar.
  • Rachaduras no cando da boca.

Os sintomas de candidíase esofágica são similares a outas esofagites. Ela se distingue de forma mais clara quando acompanha outras doenças de base e sobretudo após o diagnóstico.

Como é Feito o Diagnóstico

foto de paciente fazendo endoscopiaA candidíase no esôfago pode ser assintomática para certos grupos de pessoas. Apenas quando ela evolui apresenta dores na passagem da comida pelo esôfago (disfagia) ou no ato de engolir (odinofagia).

Nessa ocasião geralmente o médico é procurado, e atualmente sua principal forma de diagnóstico é através da endoscopia digestiva alta.

A endoscopia é um exame feito por um tubo flexível com uma câmera e iluminação na ponta. Ele é passado pela garganta do paciente até o esôfago para enxergar a possível colonização do fungo e retirar material para biópsia.

Quando uma amostra das placas do fungo são retiradas do tecido mucoso, eles são levados ao laboratório para exame. E dependendo da amostra, pode ser necessário fazer uma cultura do material para reconhecer o agente patogênico.

Por esse meio é possível também conhecer o grau de esofagite causado pela candidíase. Ela segue o método utilizado no estudo de caso publicado em 1976 por Kodsi BE.

Grau da esofagite por candidíase Diagnóstico
Grau I Poucos números de placas (menos de 2mm). Esbranquiçadas e elevadas com hiperemia, mas sem evidencia de ulceração ou edema.
Grau II Múltiplas placas (mais de 2mm) apresentando hiperemia, mas sem ulceração.
Grau III Placas aglutinadas elevadas ou nodulares com hiperemia e ulcerações.
Grau IV Grau III somada a friabilidade da mucosa podendo estar associada ao estreitamento da luz do órgão.

 

Como Se Trata A Candidíase No Esôfago?

São necessárias abordagem diferentes para pacientes com doenças autoimunes ou em condições naturais de saúde quando se tratarem da candidíase esofágica.

O mais recomendável para o tratamento antifúngico em pessoas com condições imunológicas normais é o uso da nistatina. Enquanto em pacientes com o sistema imunocomprometido, a principal escolha é o fluconazol.

No entanto, quando tratamentos com clotrimazol ou nistatina não se mostram eficazes, o fluconazol é o tratamento numero um para a maioria desses casos. Com o uso do fluconazol 200 – 400mg no primeiro dia e 100 – 200mg entre 7 a 14 dias.

Segundo estudos, o uso indiscriminado de drogas triazóicas como o fluconazol em pacientes com HIV tem contribuído para o surgimento da super resistência dos fungos da Candida, principalmente a Candida krusei.

E quando examinamos os casos de candidíase recorrente, percebemos que os antifúngicos do tipo ‘azol’ também não funcionam para todos os organismos. O que obriga a utilização do remédio alternativo mais potente, a anfotericina B.

A anfotericina B é geralmente utilizada para pacientes em estado grave que não conseguem se alimentar, e nesse caso a aplicação se dá de forma intravenosa.

Esses são os principais procedimentos seguidos no Brasil para o tratamento da candidíase esofágica. E além das medidas apontadas para os pacientes com HIV, eles podem também ter a infecção recorrente diminuída pela terapia antirretroviral.

Algumas recomendações alimentares podem também ser apontadas pelo médico durante o tratamento. Uma prática que vem sendo adotada também para pessoas em condições normais de saúde nos consultórios e de forma preventiva contra a reincidência de outros tipos de candidíase.

 

Qual Tratamento Natural Pode Auxiliar na Candidíase Esofágica?

Diferente de outras manifestações da candidíase, a infecção do esôfago é um problema em potencial que pode se espalhar rapidamente pelo corpo. Por isso, não é recomendado tratamento sem acompanhamento medico.

É comum que as pessoas busquem alternativas naturais para acelerar a cura da candidíase. Mas quando o paciente de risco faz a automedicação, pode acabar atrasando o tratamento ideal e agravar mais o problema de saúde.

Existem algumas medidas naturais que são seguras no tratamento da candidíase em muitas situações. Esse é o caso da alimentação, que é utilizada até mesmo nos casos mais graves de candidemias.

No entanto, caso você se encaixe no público de risco e sofra da candidíase esofágica, qualquer remédio caseiro para candidíase apresentado por nós deve passar antes pela supervisão do seu médico de confiança. Já que ele precisa observar qualquer reação do organismo sob qualquer tratamento.

própolis in natura e como remédioDito isso, existem medidas de saúde que são auxiliares e podem ser seguidas com segurança pela maioria das pessoas.

Alguns desses insumos da natureza se destacam ao serem consumidos contra os fungos da Candida.

Em avaliações, o extrato de própolis se revela um dos mais eficientes antifúngicos existentes na natureza. Além de ter se mostrado como uma ótima combinação para os tratamentos convencionais da esofagite por Candida.

O produto tem destaque já que mostrou resultados significativos se comparado a nistatina, clotrimazol, econazol e ao próprio fluconazol.

Essa revelação sugere que o extrato de própolis vermelho pode ser utilizado como um tratamento alternativo em casos de candidíase em pacientes HIV positivos. E caso essa seja sua situação, esse é um ótimo artigo para apresentar ao seu médico.